09/11/2009

Conselhos e Lembretes para Mim Mesma

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- Época de começar a tomar meia dúzia de banhos gelados por dia por causa do calor infernal;

- Momento de ir se desfazendo do que não vai mais usar. Não há porque acumular coisas por que "um dia" elas podem ser úteis;

- Acreditar que vai dar certo;

- Saber que para ganhar um caminho, perde-se outros tantos. Chega a ser arrogante não levar isso em conta. Ou inocente...

- Ter a clareza de que começar de novo não é começar do zero: é recomeçar com uma maior bagagem emocional. E isso é muita coisa!

- Ouvir a intuição que diz que está chegando hora de trabalhar um dos monstros maiores. E que isso fará toda a diferença e pode alterar o rumo da sua vida. Mas ter em mente que será a médio e longo prazos;

- Viver um dia após o outro. E pensar que se é difícil acostumar-se à insegurança do caos, não dói tanto assim acreditar que existe uma razão para tudo nesta vida...

- E que fique claro: um ar condicionado, dependendo de onde se mora, não é artigo de luxo. É eletrodoméstico comum, como liquidificador ou geladeira. Então pare de sentir culpa e coloque na wish list de uma vez.

04/11/2009

Foco

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Tudo na vida é uma questão de foco e saber quais são as nossas prioridades.
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Como ainda não existem dias com mais de 24 horas, sempre é importante ter em mente o que ocupa o primeiro lugar na fila das nossas metas.
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Quando estamos fazendo o que deve ser feito ou então estamos apaixonados por algo, essa é a prioridade eleita.
O resto fica em "stand by" porque é muito difícil dar conta de tudo-ao-mesmo-tempo-agora. Pelo menos pra mim, que não sou super mulher e me entrego demais às minhas paixões.
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Estou trabalhando pra que este ano termine diferente. Para 2010 começar mais redondo. Correndo contra o relógio. Ansiosa à enésima potência. Experimentando um lado meu que eu sabia que existia em algum cantinho, mas me recusava arriscar a mostrá-lo.
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E, por enquanto, é assim que vai ser.

30/10/2009

Livro lido em Outubro


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Título: A Casa dos Budas Ditosos
Autor: João Ubaldo Ribeiro
Editora: Objetiva
Sinopse: A casa dos budas ditosos foi inicialmente publicado na série "Plenos Pecados" da Editora Objetiva, em 1999. O pecado que foi tema do livro é a luxúria. A estória é narrada por uma mulher de 68 anos, nascida na Bahia, contando sobre como jamais se furtou a viver - com todo o prazer e sem culpa - as infinitas possibilidades do sexo.

Uma senhora de quase 70 anos sente a necessidade de contar sua estória. E manda entregar a transcrição de fitas gravadas com seu depoimento-desabafo na portaria do prédio do autor, que as organizou e publicou. Sendo verídico ou não, o fato já empresta um sabor diferente ao livro.

Com um vocabulário nada rebuscado e uma sinceridade desconcertante, são narradas as aventuras sexuais desta senhora que continua ativa, apesar do preconceito que existe em relação à manifestação de sexualidade em sua faixa etária.

Temas como homossexualidade, incesto, menages a trois e swing são abordados com riqueza de detalhes, transformando a leitura numa experiência quase erótica. Em alguns momentos pode chocar - e a personagem narradora afirma ser mesmo a sua intenção - e em outros momentos causa uma identificação pela liberdade que o desejo de quebrar padrões nos provoca.

Numa realidade em que dinheiro não é problema, droga é diversão e o foco é o prazer que o sexo proporciona, o contexto da narradora é de contestar padrões, viver de acordo com seus desejos e questionar as regras sociais no que tange à vivência da sexualidade e o processo de envelhecimento.

O mais interessante é analisar como a fala da senhora, próxima da morte, nos leva a pensar como estamos vivendo a nossa própria vida e de que forma as regras e tabus sociais permeiam nossa existência: restringindo, frustrando, cerceando ou apenas refreando instintos que poderiam levar ao caos? Talvez nada disso, mas a reflexão foi lançada. E o livro é excelente.

Filmes Assistidos em Outubro

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Filme: 9: A Salvação (9)
Diretor: Shane Acker
Ano: 2009 (EUA)
Com: (animação)
Sinopse: Quando o boneco 9 ganha vida, ele se encontra num mundo pós-apocalíptico em que os humanos foram dizimados. Por acaso, encontra uma pequena comunidade de outros como ele, que estão escondidos das terríveis máquinas que vagam pela Terra com a intenção de exterminá-los. Apesar de ser o novato do grupo, 9 convence os demais que ficar escondido não os levará a nada. Eles devem tomar a ofensiva se quiserem sobreviver e antes disso, precisam descobrir por que as máquinas querem destruí-los. Como eles saberão em breve, o futuro da civilização pode depender deles. Produzido por Tim Burton.

Animação para adultos. Idéia surreal de um mundo que é salvo do domínio das máquinas por bonecos. Mais uma estória em que a falta de ética no uso das descobertas científicas pode aniquilar a humanidade. Mas contado de uma forma bem original. Merece ser visto pelo conceito, pela produção. Assinatura marcada de Tim Burton. Bom para os fãs do diretor e um alerta para quem não curte o estilo.

Filme: Falando Grego (My Life in Ruins)
Diretor: Ronald Petrie
Ano: 2009 (EUA/Espanha)
Com: Nia Vardalos e Richard Dreyfuss
Sinopse: Georgia é uma americana de origem grega que trabalha como guia turística na Grécia. Sua vida é extremamente entediante e ela vive sempre cansada, pois os turistas parecem curtir mais as compras do que aprender alguma coisa sobre a Grécia. Hotéis baratos, ônibus velho, calor infernal e turistas "engraçadinhos" tornaram Georgia uma mulher frustrada. Até o dia em que Irv Gordon, um turista muito especial, aparece. Com seu senso de humor ele tenta mostrar todas as possibilidades de viver bem, ser feliz e não perder a chance de ter um grande amor, enfim, recuperar seu kefi, como dizem os gregos. Agora cabe a Georgia parar de reclamar e perceber que tudo isso sempre esteve bem embaixo do seu nariz.

Mais uma comédia romântica bobinha, previsível, mas gostosa de assistir. Tem seus momentos de comédia e seus momentos de romance. E é isso, nada além. Mais um.

Filme: Serenity (Idem)
Diretor: Joss Whedon
Ano: 2005 (EUA)
Com: Nathan Fillion e Gina Torres
Sinopse: O capitão Malcolm Reynols, veterano de uma guerra civil galáctica, resolve agora combater pequenos crimes, sendo transportado por sua nave, a Serenity. Ele conduz uma pequena e eclética equipe, mas, quando leva dois novos passageiros, um jovem doutor e sua instável e telepática irmã, não sabe que a dupla é fugitiva de uma coalizão que quer dominar o Universo.

O filme é uma continuação da série de TV “Firefly”, do escritor e diretor Joss Whedom durante o ano de 2002. O foco é na personagem River e seu envolvimento com a Aliança: uma organização que deseja dominar o universo. A garota, usada em experimentos do Governo, sabe algo que pode ameaçar o poder da organização. Como tripulante da nave Serenity, acompanha a vida do capitão e vão em busca de um grande segredo. Bom filme para quem gosta de Sci-Fi.

Filme: O Sequestro do Metrô (The Taking of Pelham 123)
Diretor: Tony Scott
Ano: 2009 (EUA/Reino Unido)
Com: Denzel Washington e John Travolta
Sinopse: Walter Garber é um controlador de tráfego do metrô da cidade de Nova York, que tem seu dia transformado em caos por um crime audacioso: o sequestro de um dos carros do metrô. Ryder é a mente criminosa, que como líder de uma gangue de bandidos fortemente armados, ameaça executar os passageiros do carro, a menos que um enorme resgate seja pago no prazo de uma hora. Enquanto a tensão aumenta sob seus pés, Garber astutamente negocia com Ryder para ganhar tempo e salvar os reféns.

Bons atores, uma situação-limite cheia de tensão, um filme que vale a pena. Muito interessante ver a forma como Garber lida com o seqüestrador e encontra na experiência de negociador a sua própria redenção, uma vez que está sob investigação por ter aceito um suborno em sua posição de responsável pelas compras da empresa metroviária. Sempre bom ver Denzel Washington numa boa produção.

Filme: A Órfã (Orphan)
Diretor: Jaume Collet-Serra
Ano: 2009 (EUA/Canadá)
Com: Peter Sarsgaard e Vera Farmiga
Sinopse: John e Kate passam por uma tragédia na família. A perda de um de seus filhos faz com que, embora ainda tenham outros dois - Daniel e Joyce - resolvam procurar ajuda de um orfanato a fim de adotar mais uma criança. A aparente maturidade e carisma de Esther os conquista prontamente. A menina, no entanto, mostra-se maléfica, levando toda a família à loucura.

Um suspense que me surpreendeu. Tratar de crianças psicopatas num filme é tarefa delicada. Ainda mais quando esta menina ex-órfã se entrega a maldades extremas sob testemunho de outras crianças, como a deficiente auditiva Joyce, sua irmã adotiva. O final é bem interessante. Recomendado.

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Filme: A Mulher Invisível (Idem)
Diretor: Cláudio Torres
Ano: 2009 (Brasil)
Com: Selton Mello e Luana Piovani
Sinopse: Pedro acreditava no casamento, mas foi abandonado pela esposa. Após três meses de depressão e isolamento, ele ouve batidas na sua porta. É a mulher mais linda do mundo pedindo uma xícara de açúcar: Amanda, sua vizinha. Pedro se apaixona por aquela mulher perfeita, carinhosa, sensível, inteligente, uma amante ardente que gosta de futebol e não é ciumenta. Seu único defeito era não existir.

Um filme, leve, divertido e que faz refletir. A dor de Pedro após a traição de sua esposa é tão intensa e as outras relações que experimenta depois da separação são tão decepcionantes, que ele cria a mulher perfeita: praticamente a sua versão masculina idealizada com aquelas características femininas-clichê que todo homem deseja. Mas a forma como ele lida com isso e exorciza o fantasma imaginário é bem saudável. Vale a pena ser visto.

Filme: Arraste-me para o Inferno (Drag me to Hell)
Diretor: Sam Raimi
Ano: 2009 (EUA)
Com: Alison Lohman e Justin Long
Sinopse: Christine Brown é uma ambiciosa analista de crédito de um banco de Los Angeles, que tem um ótimo namorado, o professor Clay Dalton, e um futuro promissor. Um dia, a senhora Ganush chega ao banco, implorando que prorrogue o pagamento de sua hipoteca. Mas, para agradar ao chefe, Christine nega o pedido, fazendo com que a senhora seja despejada de sua casa. Como retaliação, a senhora Ganush lança uma maldição sobre a jovem e sua vida se transforma em um verdadeiro inferno.

O filme oscila entre o suspense e o trash. Cria momentos de tensão, cenas meio nojentas e outras nas quais você se pergunta por que está assitindo àquelas cenas ridículas. A não ser que seja da fã do estilo Sam Raimi de ser, pode pular.

Filme: Intrigas de Estado (State of Play)
Diretor: Kevin McDonald
Ano: 2009 (EUA/Reino Unido)
Com: Ben Affleck e Russell Crowe
Sinopse: Stephen Collins é um deputado que tem sua carreira política ameaçada por uma investigação que envolve a morte de sua amante. Cal McCaffrey, ex-colega de faculdade de Collins, agora trabalha como jornalista num jornal que começa a investigar o crime, o que coloca em jogo a relação entre os dois.

Atores de peso, boa estória, misturando suspense e investigação. Cal é um jornalista que trabalha num jornal que está em reformulação por sua situação financeira crítica. Com o escândalo da morte da suposta amante do deputado e ex-colega de faculdade, ele busca esclarecer a notícia e, ao mesmo tempo, ajudar o amigo. Mas o escândalo envolve uma organização que move 40 milhões de dólares e tem ligação com o mundo bélico. Bom filme.

Filme: Inimigos Públicos (Public Enemies)
Diretor: Michael Mann
Ano: 2009 (EUA)
Com: Johnny Depp e Stephen Graham
Sinopse: Durante a Depressão, o governo americano tenta deter os criminosos John Dillinger, Baby Face Nelson e Pretty Boy, transformando o FBI na primeira agência federal de polícia do país.

Um filme policial cheio de ação, ambientado numa época em que esse grupo de bandidos desafiava a justiça. Dillinger acaba se envolvendo com uma moça que passa a ser tratada pelo FBI como a melhor chance de chegar até ele. Em certos momentos é um pouco cansativo, poderia ser mais enxuto – mas vale a pena.

Filme: Minhas Adoráveis Ex-Namoradas (The Ghosts of Girlfriends Past)
Diretor: 2009 (EUA)
Ano: Mark Waters
Com: Matthew McConaughey e Jennifer Garner
Sinopse: O fotógrafo de celebridades Connor Mead adora liberdade, diversão e mulheres, nesta ordem. Um solteirão convicto! Às vésperas do casamento de seu irmão mais novo, quando está prestes a arruinar a união, Connor recebe a visita dos “fantasmas” de suas ex-namoradas que o levam a uma hilariante e reveladora odisséia, visitando seus desastrosos relacionamentos do passado, presente e futuro! Juntas tentarão descobrir o que transformou Connor num idiota insensível e se ainda há esperança dele encontrar o verdadeiro amor ou se é uma causa perdida.

Segue a linha de “Os fantasmas dos Natais passados”, conto de Charles Dickens. Mas neste caso Mead é visitado por três fantasmas – sendo apenas um deles uma ex-namorada – que apresenta sua vida romântica desde o início, mostrando a forma como ele se relaciona com as mulheres. Essa experiência faz com que ele se dê conta de seus verdadeiros sentimentos e o restante se torna previsível. Mas permite boas risadas e é uma diversão despretensiosa.

29/10/2009

Reformas...

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Tenho uma forma de funcionar que é péssima: viver como se eu estivesse numa entressafra (oi, nova ortografia, é assim que se escreve isso?) – aquele período que fica entre duas épocas produtivas, sabe?

Pensando bem, meu probleminha de baixa auto-estima (ortografia?,. again...rs) me faz pensar que o termo pode não estar bem empregado no meu caso. Porque não sinto como se eu realmente tivesse tido alguma época muito produtiva na minha vida. Não estou desmerecendo nada, não é isso. Tive meus vários bons momentos. Mas nunca me senti uma pessoa plena que vive a sua vida com...plenitude? rs Tipo: “essa sou eu em toda a minha plenitude e produção”.

Certo. Esse texto está ficando extremamente auto-depreciativo (e também cheio de palavras que me fazem ficar pensando na nova ortografia...rs Preciso estudar isso se eu quero continuar escrevendo...). Mas não é porque aponto uma característica minha que ela então vá se tornar meu resumo. Se eu sou assim e percebo isso, por que não dizer?

Às vezes a gente se engana fazendo lindos textos sobre quem gostaríamos de ser ou sobre como vemos as coisas. Teoria é uma coisa linda mesmo... Mas por que não focar no como somos, ao invés de no como gostaríamos de ser? Ficar vomitando auto-ajuda (de novo o hífen) por aí nunca foi meu forte.

Sim, eu sou uma pessoa que está vivendo no “limbo” – um lugarzinho difícil de se ficar, cheio de espera, nem sempre as decisões dependem de você e é certeza de que lá você não fica: mas também não sabe pra onde irá depois.

Meu lado “retome sua dignidade” diz que é pra eu chamá-lo de período sabático: coisa mais chique – aquele papinho de identificar as próprias competências, avaliar as potencialidades, reavaliar objetivos e prioridades, blá, blá, blá...

Quer saber? Muito chato viver nessa forma de pseudo-eu (há! de novo! rs). Nessa encruzinhada de meio do caminho. Como se fosse necessário um furacão chegar, avassalador, para mudar alguma coisa desse marasmo. Precisa ser um furacão, não pode ser uma escolha?

Cansei. Certas coisas às vezes precisam ser escancaradas. Talvez abrir feridas antigas. Reciclar o que está em desuso e eliminar a água parada. Vai ver que a reforma ortográfica foi feita por alguém no mesmo estado de espírito que eu: viu que daquele jeito não estava de acordo com a prática atual e resolveu reciclar. No início isso complica a vida, mas depois a idéia é simplificar. Tomara...